BRASÃO

Brasão,
a simbologia e as cores do Rio Vermelho.

Uma parceria entre o historiador do bairro, Ubaldo Marques Porto Filho, e o designer gráfico Miguel Macedo dos Santos, resultou na criação do brasão do Rio Vermelho. Inspirado nas raízes históricas, compõe-se de escudo, listel e timbre.

O campo do escudo, que é a parte principal de um brasão, foi dividido em quatro quartéis, nas cores que aludem às seguintes representações: verde (flora); azul (mar); vermelho (rio); amarelo (religião).


  1. O quartel na cor verde simboliza a Mata Atlântica, onde vicejavam árvores de pau-brasil, o primeiro produto de exportação, numa comercialização de escambo, intermediada por Caramuru, entre os nativos e aventureiros franceses. O entreposto ficava na enseada da Mariquita, que chegou a ficar conhecida como “aldeia dos franceses”.
  2. O azul simboliza o Oceano Atlântico, por onde havia chegado Diogo Álvares Corrêa, que os índios tupinambás cognominaram de Caramuru, primeiro branco a pisar nas terras da região do Camoroipe.
  3. O vermelho simboliza o Camoroipe, cujas águas ficavam barrentas nos períodos chuvosos. Era um rio piscoso, com foz na enseada da Mariquita, que abastecia os nativos com peixes e mariscos.
  4. O amarelo simboliza a Missão dos Jesuítas (catequese dos índios) que, por volta de 1580, erigiu uma ermida no local da atual igrejinha do largo, com a frente voltada para a enseada de Santana. O amarelo é também a cor de Senhora Sant’Ana, padroeira do Rio Vermelho.

No listel foi inserida a palavra Camoroipe, donde derivou o nome do bairro. Na língua tupi significa “rio vermelho”. Era como os primitivos habitantes designavam o curso fluvial que convergia à praia da Mariquita, local do célebre encontro dos tupinambás com Diogo Álvares, o Caramuru, descobridor do Rio Vermelho.

O timbre foi composto por uma simbologia que representa o Forte do Rio Vermelho, único baluarte de defesa de Salvador localizado fora dos limites da Baía de Todos os Santos. Construído entre 1711 e 1756, fez parte da paisagem do Rio Vermelho até 1953, quando foi demolido pela Prefeitura.